Sim, Houve um tempo e ainda há De haver uns poucos segundos Pra Que haja tempo e haja ar, Oxigenar a fundo On- De a desvida hospedou-se, Onde um triste engano Fez, desses corpos, escravos, em um cotidiano.
Sim, Houve um tempo e há de haver Uma vingança da vida Con- tra a tortura, o sofrer, Na moeda devida. Ri- Ca, tão vasta e maior, Por ser, da juventude, Fon- te, horizonte, esplendor, Mina de plenitude.
Mas é preciso lutar E lutar e lutar e lutar e lutar...
Sei Houve um tempo e não há porque desapareça, Se os corações dos de cá ?inda aguardam remessa. Pois É contínua e friável A essência da estrada Por onde corremos nós Entre as margens do nada.
Compositor: Tiago Medeiros Araujo (Tiago Medeiros) (ABRAMUS)ECAD verificado obra #6552702 em 30/Out/2024